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TRANSTORNOS DE ANSIEDADE: O que são? Como lidar?

18 de jun.
2 min de leitura

Os transtornos de ansiedade são uma categoria diagnóstica tipificada no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) como um conjunto de transtornos associados a relatos de medo e angústia excessivos e recorrentes. Nessa categoria estão também os ataques de pânico e as fobias.


Entre as queixas clínicas mais comuns ligadas aos transtornos de ansiedade estão o desencadeamento de reações orgânicas como taquicardia, dores no peito, tensão muscular, desmaio, falta de ar, podendo, de maneira mais intensa, causar náuseas e até encoprese diante do contato com situações estressoras ou na ausência delas também.


Já os quadros fóbicos possuem a especificidade de uma indisposição mais radical do sujeito a estar em determinado contexto. Por exemplo, na agorafobia o sujeito evita estar em multidão, em lugares muito abertos ou em lugares muito fechados. Na fobia social, são as situações de demanda de sociabilidade a serem afastadas. Em muitos casos, mesmo quando o sujeito consegue encontrar razões que o convençam da ausência de perigo a esquiva é um imperativo. “É mais forte do que eu” é uma fala frequente nessas situações.


Um ponto em comum entre essas modalidades de sofrimento é o momento em que o sujeito procura a ajuda de um profissional. Normalmente, isso ocorre quando esses sintomas o desabilitam ou comprometem significativamente o seu desempenho social. Por exemplo, uma viagem de avião cuja promoção no trabalho dependa disto, uma prova de arguição oral ou fala em público em que muitas vezes não se trata de insegurança quanto ao domínio do tema, mas de estar de parte com a possibilidade de julgamento.


Esses quadros podem se intensificar se não forem devidamente tratados, de modo a agravar a frequência das crises, aumentar as restrições de circulação do sujeito e, reduzir sobremaneira a qualidade de vida, o que enseja o comparecimento de comorbidades com outros transtornos, como os transtornos depressivos.


Embora o manual incorpore variações de apresentação cada vez mais diversificadas a cada edição, a etiologia (causa) pode não ser tão simples de ser localizada e, um diagnóstico, bem como a indicação de tratamento do caso, precisa levar em consideração desde fatores orgânicos (como uso ou abstinência de substâncias) até o contexto social e a história de vida do sujeito. Isto se evidencia na medida em que a prevalência destes transtornos se modifica a depender da idade, gênero e contexto social.


É importante salientar que o enquadre diagnóstico destes transtornos não constitui uma sentença para a vida a toda, mas sim, o retrato limitado de um momento dela. Entre os tratamentos mais adaptativos às necessidades imediatas estão a psicofarmacoterapia em associação ou não com a Terapia Cognitivo Comportamental. Outras abordagens mais psicodinâmicas como a psicanálise podem produzir efeitos terapêuticos de alívio num primeiro momento, mas podem ainda desarticular a formação do sintoma evitando reincidência.

 
 
 

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" O sertão é dentro da gente. E esse sertão não é feito apenas de aridez e provocação, mas também de veredas, de estações de alívio e beleza em meio à solidão. " (Guimarães Rosa)

 

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