Nathalia S. M. de oliveira
Psicologia & Psicanálise
A primeira gestação pode ser motivo de muita alegria para certas famílias, mas também de angústia e solidão. Gestação, parto e puerpério compreendem três tempos de convocação ao início de uma nova posição subjetiva na vida: a parentalidade. O que é isso?

"... a parentalidade é fruto de operações fundadas a cada nascimento de um filho, numa relação social específica, processo que atravessa a dicotomia entre a dimensão pública (política) e privada (família)."
Miriam Debieux Rosa
Uma mãe e um pai não se fazem só com a notícia da gravidez. Essas nomeações são opacas e transmitem uma expectativa de uniformidade de papeis que silencia os desafios específicos de cada família na construção singular da parentalidade. A travessia à parentalidade envolve a acomodação das ambivalências, das experiências estranhas de corpo, das contingências de saúde, dos efeitos na vida social e na vida profissional, do impacto na conjugalidade entre outras transformações. Tudo isto enseja um aspecto de renascimento subjetivo que pode muitos casos, tornar-se um obstáculo intransponível quando os genitores encontram-se desamparados.

O programa é dividido em 6 encontros que reúnem os principais temas mobilizados durante a espera do primeiro filho, considerando as especificidades de cada família e os conhecimento psicanalíticos mais avançados nesse campo. O percurso compreende acompanhamento e orientação psicológica que propicie um melhor preparo para início da experiência parental.
